Ian Cathro: “Sinto verdadeiro respeito pelo nosso trabalho”
O treinador do Estoril Praia, Ian Cathro, esteve presente, hoje, na sala de imprensa do Estádio António Coimbra da Mota para a antevisão ao encontro com o FC Porto.
Dando exemplos do Benfica de Jorge Jesus e do Sporting de Rúben Amorim como sendo “máquinas de jogar à bola”, Ian Cathro começou por dizer que este FC Porto está perto de também o ser: “Toda a gente saberá a dificuldade do nosso próximo adversário. Está a mostrar uma evolução importante, sendo um dos grandes clubes deste país. Não digo que já seja, mas esta equipa está quase a ser uma máquina de jogar à bola. Quem vê esta equipa do Porto percebe que são capazes de chegar a esse nível. Por isso, sabemos que vamos ter um jogo difícil, mas nós vamos a jogo na mesma.”
“Vamos entrar num jogo muito competitivo e como somos uma equipa que quer crescer, quer atingir os nossos objetivos da forma que nós queremos, vai recair na nossa capacidade individual e coletiva para estar bem em todas as ações do jogo. O nosso foco tem que estar mesmo em ação, após ação. É a única maneira para viver estes jogos da forma como queremos jogar, que não é fácil e temos que estar focados em cada ação”, sublinhou.
O que falta para não deixar fugir vantagens como aconteceu com o Rio Ave FC e o FC Arouca? O técnico estorilista acredita que mais do que questões táticas, é necessário encontrar ferramentas para lidar com alguma frustração que se prolonga desde o início da temporada: “Por acaso, acho que não é por aí. No final do último jogo disse que talvez seja a primeira vez na história que o Estoril Praia está em sétimo lugar e sentimos que estamos em crise. Talvez estejamos a ter alguma dificuldade em lidar com o nível de frustração que sentimos ao longo da época. Parece que estamos a chegar a um ponto em que podemos igualar o nível de elogios com o nível de pontos, mas ainda estamos longe disso. Sinto que há um verdadeiro respeito pelo nosso trabalho, pela qualidade dos jogadores, pela maneira como a equipa trabalha. Mas o elogio, o respeito, não está alinhado com os pontos que temos. E isso traz-nos muita frustração. Se temos que trabalhar e melhorar em algo, seria arranjar ferramentas para lidar com essa frustração. Faltam seis jogos e vamos fazer de tudo para ir atrás do máximo possível, porque ainda temos trabalho para fazer e podemos conseguir o nosso objetivo.”
Ian Cathro recusou ainda alterar a ideia de jogo pelo adversário que tem pela frente, apesar de reconhecer que há sempre alguns ajustes, mediante o oponente, lembrando a necessidade de os jogadores estarem focados nas suas tarefas desde início: “A nossa ideia de jogo será a mesma. Não sabemos o que vai acontecer no minuto quinze, então só podemos focar-nos neste primeiro minuto com as tarefas que temos e tentar que o jogo comece mais perto do ritmo e ordem que queremos. Haverá sempre uma estratégia um pouco diferente em função do adversário e do momento. Um jogo em março ou abril é diferente de um em agosto, setembro ou outubro, mas queremos conseguir os nossos objetivos, a trabalhar como queremos trabalhar. Estamos perto de conseguir o nosso objetivo, mas ainda falta e por isso é que temos muita motivação para este jogo.”
Questionado sobre se a postura destemida no encontro no Estádio do Dragão lhe daria esperança em alcançar um bom resultado com o Porto, o treinador mostrou-se confiante no plantel que tem pelo trabalho que realiza diariamente com os jogadores: “Não preciso de olhar para tantos meses atrás para ter confiança para encarar este jogo e para sermos capazes de competir amanhã à noite. Vejo isso todos os dias no trabalho com os jogadores. Não temos que ir atrás do último jogo contra esta equipa. Não há jogos iguais, vai ser completamente diferente por várias razões.”
O desafio com o FC Porto está marcado para amanhã, às 20:30 horas, no Estádio António Coimbra da Mota e será arbitrado por Luís Godinho.


