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Ian Cathro: “Objetivo? Melhorar!”

06.02.2026
Ian Cathro: “Objetivo? Melhorar!”

O treinador do Estoril Praia, Ian Cathro, fez hoje a antevisão ao encontro com o CD Tondela, na sala de imprensa do Estádio António Coimbra da Mota, onde realçou a vontade contínua de melhorar todos os aspetos.

Numa primeira questão sobre as dificuldades que o Tondela poderá apresentar no reduto do Estoril Praia, Ian Cathro teve palavras elogiosas para os adversários de amanhã e para o o seu homólogo tondelense: “Têm melhorado bastante. Tenho muito boa opinião do treinador do outro lado. É alguém que trabalha muito bem, muito inteligente. E quando olho para o Tondela, vejo uma equipa que melhorou imenso no processo defensivo, muito robusta, jogadores completamente comprometidos com as dinâmicas que têm. Nós estamos a melhorar também. Sinto que somos uma equipa capaz de ter algum controlo do jogo com bola, mas olhando para o Tondela, vejo uma equipa capaz de ter controlo sem bola. No final, quem tem controlo do jogo normalmente é quem está a ganhar, e como o jogo começa 0-0, vai ser muito difícil. Vamos ter um jogo muito difícil.”

Na mesma pergunta, foi igualmente questionado sobre a comparação entre as duas voltas do campeonato: “Em relação à comparação entre as duas voltas, sinto que continuamos num processo de melhoramento. Passámos por muita frustração na primeira volta, obviamente porque tivemos expetativas mais altas em termos de resultados. Ganhar três vezes seguidas é mais interessante, mas o nosso objetivo vai continuar igual: tentar melhorar.”

Instado a comentar a janela de transferências, o técnico sublinhou o facto de não ter saído nenhum elemento preponderante do plantel: “Prefiro reforçar o facto de que não perdemos ninguém. Talvez seria isso o mais importante para mim. Olho para o trabalho de uma equipa de futebol e olho para épocas. Perder alguém importante ou ter muitas mudanças durante a época, não é o ideal. Também, pela nossa realidade, temos de estar sempre atentos ao mercado e oportunidades que podem existir para melhorarmos, mas sinto que temos de ser capazes de melhorar sem trazer ninguém. Depois, quando temos a oportunidade de aumentar a qualidade, de trazer um jogador com características diferentes, que podem dar mais opções ao plantel, isto seria ainda melhor. Mas acho que, para o Estoril, a parte mais importante é que, com a passagem do tempo, sejamos capazes de nos melhorarmos a nós próprios. E sinto que estamos a fazer isso. Fico feliz por ter a certeza que, pelo menos, todos nós, eu e o grupo de jogadores, vamos estar juntos até ao fim da época. Temos 14 jogos e vamos tentar melhorar em cada um, competir para ganhar todos os jogos e, depois, vamos ver...”

Quanto à possibilidade de a equipa relaxar por ter ultrapassado equipas com outras ambições e agora defrontar uma formação que luta por não descer, o mister recusou essa premissa: “Uma coisa é a malta no café, a olhar para a tabela. Outra coisa somos nós aqui, todos os dias a ver imagens, a trabalhar, em reuniões, a perceber exatamente as dinâmicas e as qualidades que o adversário tem, porque são coisas completamente diferentes. Então, nem perdemos um segundo a pensar em fazer comparações sobre se o jogo é mais ou menos difícil. Acho que isso é tanga, não é verdade. Temos consciência da dificuldade que vamos ter. Temos uma boa oportunidade à nossa frente pelo trabalho que conseguimos antes, mas se não conseguimos melhorar, e ser cada vez uma equipa um pouco mais madura, com a capacidade de gerir o jogo, e perceber o que está a acontecer em campo, para mexer um pouco para a esquerda ou um pouco para a direita, vamos ter muitas dificuldades.”

Sobre os jogadores que têm estado ausentes, Ian Cathro deixou uma palavra a André Lacximicant que diz ser um “jogador com muito potencial” e com uma “carreira bonita pela frente”, deixando aberta a possibilidade de Jandro Orellana entrar nos convocados e estar disponível para ser chamado.

É importante confiar no processo? O treinador estorilista lembra que sim, mas quer que o mérito vá para os jogadores: “Sim, acredito que sim. Prefiro que o mérito vá para os jogadores, porque, no fim, são eles que têm que manter a atitude e a mentalidade certa para continuar a trabalhar em tudo o que foi pedido. Acho que esta é mais uma prova da qualidade que nós temos no nosso trabalho diário, e o compromisso e a alma que existe e que está a crescer dentro do nosso grupo de jogadores. Mas queremos fazer muito mais e isso passa por tentar melhorar todos os dias. Só consigo trabalhar assim.”

“O meu objetivo para este clube é tirar [do dicionário] aquela palavra com M. Mas não é tirar esta época. É tirar para sempre. E isto é algo que não podemos fazer em apenas uma boa época. Ficámos em 8.º, havia fogo de artifício em fevereiro e, na época seguinte, chegar a Fevereiro com aquele número de pontos, com 14 jogos em disputa, e dizer ‘esta malta vai fazer cinco pontos pelo menos, eles devem estar bem’. Também não é isso. Isto não é tirar essa palavra do dicionário deste clube. Vamos tentar ganhar todos os jogos, e se formos capazes de ganhar a maioria dos jogos, ok, vamos lá. Mas o meu objetivo é ajudar o clube, e faço isso com o meu trabalho com a equipa e com os jogadores para tentar estabelecer algo que pode ser depois valorizado e trabalhado para que daqui a 10 anos, ninguém fala daquela palavra aqui. E isto é preciso muito tempo. Não estou a dizer que primeiro temos que garantir manutenção e podemos depois pensar em Europa. Não é isso é que estou a dizer. Porque sinto uma responsabilidade ainda maior para o crescimento do clube que a partir do momento que cheguei, disse aos jogadores que ninguém usa essa palavra. Daqui para a frente, desaparece. Mas isto tem que ser feito com tempo. E não é hoje, nem é amanhã, nem vai ser na próxima época, porque cada equipa tem ciclos. Mas quero mesmo muito fazer a minha parte para que o clube possa tomar outras decisões para melhorar e esquecermos essa palavra. Ainda estamos a trabalhar nisso”, abordou sobre o objetivo para o Estoril Praia.

Quanto questionado sobre o facto de o Estoril tem necessidade de encontrar um equilíbrio sobre os golos marcados e sofridos e de que forma pode fazê-lo, Ian Cathro respondeu da seguinte forma: “O árbitro podia ter marcado falta sobre o Yanis e o remate que entrou na baliza já não seria contabilizado como golo. Já era menos um. Essa é uma das maneiras para olhar para isso. Também temos que olhar para o outro lado e percebermos que é muito difícil não sofrer golos contra a qualidade que existe sempre nos nossos adversários. Vamos trabalhar em todas as áreas em que podemos melhorar. Mas o que também não quero é permitir que, se ganhamos 4-2 duas vezes, acho que não é justo para o treinador estar a falar em sofrer menos golos, em vez de valorizar o grande trabalho que os jogadores fizeram. Por exemplo, se vamos olhar para o encontro com o Santa Clara, prefiro olhar para o momento quando o jogo passou para 2-2. Se olharmos para o ambiente e para a dinâmica e química entre os nossos jogadores e para a cara deles, a capacidade de assentar no jogo ou reentrar na partida ao nosso ritmo e mostrar momentos de alta qualidade para que depois cheguemos à frente, marcamos o terceiro, criamos mais situações para acabar com o resultado, com várias situações para fazer o quarto golo... Acho que é muito mais justo que a conversa passe pela capacidade que os jogadores tiveram neste momento, em vez da conversa que o Estoril marca muitos golos, mas têm de sofrer menos. Isso é verdade, mas não sei se é muito justo perder tempo a falar sobre isso, enquanto podemos estar a falar sobre a capacidade dos jogadores, porque nós não somos um grande. Somos o Estoril, temos os recursos do Estoril, temos o orçamento do Estoril, temos a história do Estoril, só que aqui dentro queremos muito mais e trabalhamos para ter muito mais e para fazer muito mais. Para fazer jogos que as pessoas gostem de ver e para ter uma energia incrível em campo. Se nós marcamos o primeiro, vamos logo para o segundo. Se eles marcam o primeiro, vamos para nós para o primeiro. Vai continuar assim até o jogo acabar e vai ser assim até que alguém me mande embora.”

Por último, o técnico canarinho deixou uma palavra para as vítimas dos temporais que se têm feito sentir em Portugal: “Fiquei em choque quando percebi a gravidade da situação. Um treinador de futebol não consegue fazer muita coisa para ajudar. Claramente, é importante que tem que haver o máximo barulho possível para toda a gente ter a consciência do que se está realmente a passar. Só quero deixar os meus sentimentos e que haja muitas pessoas a falar sobre isso para garantir que a máxima ajuda possa chegar a quem precisa.”

O jogo com o CD Tondela está marcado para amanhã, dia 7 de fevereiro, pelas 18 horas e será arbitrado por Márcio Torres, coadjuvado por André Ferreira e João Bessa Silva.

Podes ver a conferência de imprensa na íntegra aqui.


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