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Estoril Praia vence Boavista (2-1) e iguala recorde com 76 anos

09.02.2025
Estoril Praia vence Boavista (2-1) e iguala recorde com 76 anos

Foi no Estádio António Coimbra da Mota que o Estoril Praia recebeu e venceu, esta tarde, o Boavista FC, por duas bolas a uma, em jogo a contar para a vigésima primeira jornada da Liga Betclic e igualou um registo histórico que vigorava há 76 anos ao alcançar a quinta vitória consecutiva em jogos do principal campeonato português.

O técnico Ian Cathro fez apenas uma alteração no onze que levou de vencida a formação do Gil Vicente na semana passada ao incluir Rafik Guitane para dar imprevisibilidade à frente de ataque canarinha e a verdade é que o Estoril entrou afirmativo na partida com grande personalidade e caráter.

A pressionar desde o apito inicial, foi por intermédio do homem do jogo, Yanis Begraoui, que surgiu a primeira ocasião flagrante aos 12 minutos. Jordan Holsgrove ganhou um ressalto à entrada da área, serviu, com classe, o franco-marroquino e este, em excelente posição, não conseguiu desviar da melhor maneira e o esférico acabou por sair ao lado da baliza.

O Boavista apresentou-se algo expectante e só apareceu na partida ao minuto 20 quando Salvador Agra, sempre muito mexido no ataque das panteras negras, bateu um livre direto, de forma tensa, para Joel Robles resolver a questão a punhos.

O domínio territorial era explícito e, à passagem dos 27’, Begraoui coloriu o marcador com um belo cabeceamento em resposta a um cruzamento com conta, peso e medida de Wagner Pina pela direita do ataque canarinho. Estava feito o primeiro na Amoreira e com toda a justiça.

Logo a seguir, o Estoril Praia quase fez o segundo quando Holsgrove descobriu João Carvalho solto à entrada da área, o génio do português surgiu rapidamente com um remate espontâneo, em jeito, mas a bola passou a rasar o poste esquerdo de César. Seria um golaço, mais um, de João Carvalho...

O Boavista tentou ameaçar por duas vezes, por Bozenik, aos 36 e 37’, mas o ponta-de-lança eslovaco estava em posição irregular em ambas.

Sem novas oportunidades de golo, a toada manteve-se até ao intervalo e as equipas saíram para os balneários com um resultado que se ajustava ao que se passou na primeira metade.

Pantera rugiu, mas canários voaram para fora do alcance

Não demorou muito tempo até que os mais de 3000 adeptos pudessem voltar a gritar golo no Estádio António Coimbra da Mota após o regresso do descanso... Aos 40 segundos, o avançado canarinho aproveitou um deslize de Pedro Gomes, contornou César e encostou para o fundo das redes.

A linha defensiva boavisteira teve um início de segunda parte para esquecer. Wagner Pina, alheio a isso, recuperou em fase adiantada, endoçou o esférico para Holsgrove que rematou de fora da área com muita força, mas César opôs-se aos intentos do britânico.

Com uma hora de jogo sem mácula, os visitados começaram a sentir dificuldades, até que a pantera acabou mesmo por rugir e bem alto à passagem dos 60 minutos.

Numa ótima jogada de entendimento entre Agra, quiçá o melhor dos axadrezados, e Joel Silva, o lateral esquerdo assinou um belo passe para Manuel Namora e este, com tudo para reduzir, permitiu a defesa da tarde a Joel Robles para canto. Contudo, na sequência, Joel Silva encontrou Bozenik ao segundo poste e, com um cabeceamento de cima para baixo, como mandam as regras, conseguiu fazer o tão ambicionado golo.

Estava relançada a esperança do Boavista que cresceu com o tento e instalou-se no meio campo ofensivo. A partir deste momento, o jogo mudou e o Estoril começou a apostar no contra-ataque.

Aos 63’, Yanis aproveitou mais uma falha da defesa visitante, soltou para Rafik Guitane que centrou para zona de decisão, mas o montenegrino Vukotic apareceu na hora H e cortou o que parecia ser um golo certo.

Bola cá, bola lá e Agra tentou a sua sorte, aos 65’, com um remate fortíssimo, mas por cima do travessão do guarda-redes espanhol.

Ian Cathro não perdeu tempo. Um minuto depois, colocou Mangala e Jandro no terreno para poder dar mais consistência defensiva à equipa e a verdade é que os canarinhos estabilizaram mental e taticamente, apesar da astúcia axadrezada.

Assim sendo, só aos 83’ é que a partida voltou a animar. João Carvalho fez uma abertura deliciosa para André Laxcimicant que, acabado de sair do banco de suplentes, rematou na passada para uma grande defesa de César com o esférico ainda a beijar o poste e a sobrar para o avançado que voltou a ver o guardião agigantar-se e a defender a recarga.

Na resposta, após cruzamento de Joel Silva, Bozenik foi mais lesto que os adversários à entrada da área, atirou colocadíssimo, mas desta feita foi Robles que disse presente e desviou para canto com uma estirada fenomenal.

A pisar a linha dos 90 minutos, André foi figura novamente. A papel químico da jogada anterior, João Carvalho voltou a municiar o jovem avançado, este conseguiu fintar Sebá Pérez com muita classe, rematou forte, porém o poste era o inimigo público número 1 e a bola acabou por não entrar. Na recarga, Vinicius Zanocelo atirou por cima.

Logo a seguir, Salvador Agra centrou para o coração da área onde apareceu Pedro Gomes que não conseguiu o empate por centímetros.

Até ao término da partida, apesar da alma axadrezada estar sempre ativa e mesmo com todas as circunstâncias que antecederam o jogo, não houve mais ocasiões e o Estoril Praia acabou mesmo por levar os três pontos assegurando, desta forma, a histórica quinta vitória consecutiva, algo que não acontecia desde 1948.

O próximo desafio dos canarinhos será na Madeira, frente ao Nacional, no sábado, pelas 15:30 horas.

Vê o resumo do jogo aqui.


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