Bem-vindo ao Website Oficial do Estoril Praia
► Futebol

Estoril Praia mete a quarta em Barcelos e dispara na classificação

01.02.2025
Estoril Praia mete a quarta em Barcelos e dispara na classificação

O Estoril Praia deslocou-se, esta tarde, ao Estádio Cidade de Barcelos para defrontar o Gil Vicente e alcançou a quarta vitória seguida, desta feita com uma reviravolta por 1-2, cimentando a posição na primeira metade da tabela classificativa com 27 pontos.

Equipa que ganha não mexe e o técnico estorilista, Ian Cathro, não fez qualquer alteração no onze inicial que havia vencido o Vitória SC na passada jornada. Já o Gil Vicente vinha de um resultado menos conseguido na viagem a Vila das Aves, mas antes estava num período de sete jogos sem perder, com destaque para o triunfo frente ao FC Porto, por 3-1.

Esperava-se uma partida equilibrada com duas equipas que apostam na posse de bola e no passe curto, mas foram os gilistas que entraram a todo o gás.

Logo aos três minutos, Santi Aguirre é lançado em profundidade por Kanya Fujimoto com um belo passe a rasgar a linha defensiva e, pressionado por Wagner Pina, remata com intenção para uma das muitas defesas de Joel Robles.

O guardião espanhol estava inspirado e voltou a salvar o Estoril, aos oito minutos, quando Aguirre encontrou Felix Correia na direita, este rematou fortíssimo, mas Robles, no cara a cara, defendeu com a bola ainda a bater no poste.

O Gil Vicente estava a conseguir saltar a pressão a campo inteiro da equipa da linha e foi aparecendo inúmeras vezes com perigo no ataque, através das incursões em diagonal de Aguirre, Fujimoto, Felix Correia e Jordi Mboula.

Dada a superioridade, não foi de estranhar que o golo tivesse aparecido aos 15 minutos, exatamente em uma dessas desmarcações fulminantes dos rápidos galos.

Fujimoto encontrou Aguirre com um belo passe, o esférico embateu-lhe nas costas, ficou ao seu dispor, entretanto Mboula correu para a esquerda e levou um dos centrais consigo, o que fez com que Felix Correia ficasse disponível para receber a assistência e, com nova oportunidade, o extremo não falhou e rematou, sem hipóteses, perante um desamparado Robles.

O japonês Fujimoto continuava a pegar na batuta, mas começou a encontrar um poderoso Xeka a importunar as suas ações e o Estoril foi crescendo à medida que o tempo ia passando.

Os canarinhos só ameaçaram realmente por duas vezes, já à passagem da meia hora. Numa primeira ocasião por intermédio de Jordan Holsgrove que aproveitou uma má recolocação de bola de Andrew e rematou, de fora da área, por cima. E, posteriormente, foi Xeka quem disparou de longe com a bola a passar perto do poste esquerdo.

Apesar de errarem o alvo, estas tentativas deram confiança à equipa que se instalou no meio-campo ofensivo e foi forçando aproximações através de passes teleguiados de João Carvalho e Holsgrove e da dinâmica de Wagner Pina na direita.

O lateral caboverdiano foi sempre uma ameaça e, em combinação com João Carvalho, apareceu pelo lado direito, tirou Sandro Cruz do caminho com mestria, centrou rasteiro e Rúben Fernandes cometeu grande penalidade por mão na bola.

Yanis Begraoui foi chamado à responsabilidade e não tremeu. Enviou o esférico para o lado oposto de Andrew e recolocou a igualdade no marcador antes de Iancu Vasilica enviar toda a gente para os balnéarios.

Resiliência mental com equipa à prova de sustos

A segunda parte começou com um enorme susto para a equipa forasteira, pois os visitados aplicaram a mesma fórmula da desmarcação nas costas e abriram as hostes com um golo de Jordi Mboula, assistido por Félix Correia, prontamente anulado por fora de jogo.

A história repetia-se e, cinco minutos depois, foi a vez de Fujimoto e Mboula esbarrarem na muralha castelhana. O japonês foi o primeiro a disparar de fora da área para defesa segura e, logo a seguir, assistiu, de forma primorosa, Félix, que, novamente no cara a cara com Robles, não conseguiu concretizar porque o guardião aplicou toda a sua qualidade e tapou todos os ângulos.

A entrada fulminante do Gil Vicente viu no árbitro assistente um autêntico pesadelo, pois, aos 55’, Sandro Cruz encontrou Santi Aguirre que ficou isolado, mais uma vez, perante Robles, picou a bola por cima do guarda-redes e só não festejou porque a bandeira levantou pela segunda vez.

Apenas aos 65 minutos é que o Estoril Praia se aproximou com perigo da baliza de Andrew. Jordan Holsgrove fez um bonito passe picado para André Laxcimicant e este, com o guardião brasileiro pela frente, disparou com violência, mas à figura do mesmo que defendeu sem grande dificuldade.

Como não há duas sem três, Kanya Fujimoto voltou a aparecer isolado a passe de Sandro Cruz e colocou a bola no fundo das redes. Desta vez, a bandeira ficou em baixo, mas o VAR alertou o árbitro e, por sete centímetros, Iancu Vasilica anulou novo tento dos gilistas.

Parecia destinado que o Estoril Praia não iria perder esta partida e João Carvalho, ícone nos dois últimos triunfos dos canarinhos na Liga Betclic, teve a primeira grande oportunidade nos pés, aos 77 minutos, quando Holsgrove o assistiu primorosamente, mas a experiência de Rúben Fernandes foi crucial para negar os intentos do médio ofensivo.

As entradas de Jandro, Zanocelo e Rafik vieram trazer estabilidade, capacidade física e imprevisibilidade no jogo canarinho e estancaram as abordagens à baliza de Robles, levando a equipa para a frente.

Aos 81’, Pedro Amaral, muito mexido na ala esquerda, viu caminho livre para atirar à baliza, fê-lo, mas Andrew não deixou que o defesa festejasse.

Logo a seguir, o lateral encontrou Pedro Álvaro na área contrária, este virou-se prontamente para o alvo, rematou em jeito e o guardião brasileiro assinou uma grande defesa com uma estirada fenomenal para canto.

Era, claramente, o melhor momento do Estoril Praia no jogo, e na sequência do canto batido por Guitane, Bacher ganhou nas alturas ao primeiro poste, o esférico sobrou para Kévin Boma que empurrou para o fundo das redes, fazendo, desta forma, o golo dos canarinhos.

Com a equipa em vantagem, Ian Cathro manteve a mentalidade ofensiva e tal fez com que os galos de Barcelos não tivessem grandes oportunidades para recolocar a igualdade no marcador.

Vitória de uma formação lutadora e ambiciosa que passou por dificuldades, mas saiu vitoriosa num estádio de boa memória para os estorilistas, pois foi aqui que alcançou as duas classificações históricas para as competições europeias.

Desde os tempos de Bruno Pinheiro, na segunda liga, que o Estoril Praia não vencia por quatro vezes consecutivas. Na primeira divisão, Marco Silva foi o último treinador a consegui-lo, na época 2013/14.

O próximo jogo dos canarinhos será no dia 9 de fevereiro, no Estádio António Coimbra da Mota, frente ao Boavista FC, pelas 15H30.

Resumo do jogo aqui.


Partilhar:

#JuntosPeloMágico

Jogadores Estoril Praia