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Estoril Praia eliminado da Taça de Portugal

21.10.2024
Estoril Praia eliminado da Taça de Portugal

O Estoril Praia deslocou-se, hoje, a Évora para defrontar o Lusitano Ginásio Clube em encontro a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal e saiu de terras alentejanas eliminado da competição após desempate por grandes penalidades.

A equipa da linha apresentou-se com poucas mexidas na equipa titular habitual com as entradas de Chamorro na baliza, Pedro Carvalho na ala direita, Gonçalo Costa a médio esquerdo e Salazar nas costas de Alejandro Marqués, demonstrando respeito pelo Lusitano que está a fazer uma excelente campanha no Campeonato de Portugal, ocupando, de momento, o primeiro posto da classificação, chegando a esta eliminatória após ter deixado para trás o Académico de Viseu também nas grandes penalidades.

As melhores oportunidades de golo foram da equipa visitante e logo aos quatro e aos nove minutos, em jogadas que pareciam desenhadas em papel químico, Pedro Carvalho e Vinícius Zanocelo remataram à entrada da área, na sequência de cantos, com o mesmo desfecho: esférico por cima da trave.

Logo depois, aos 12’, Alejandro Marqués tocou em habilidade entre as pernas do ervanário Cassiano Borges, mas permitiu uma defesa segura do guarda-redes e capitão Marcelo Valverde.

Já aos 21’, Marqués, o mais expedito do ataque estorilista, rematou novamente por cima quando estava sozinho, depois de um livre batido por Gonçalo Costa.

Os visitantes entraram assertivos e com vontade de resolver cedo a eliminatória, mas tal não sucedeu e os lusitanistas começaram a acreditar e a começar a criar calafrios à defesa canarinha. O lance que melhor exemplifica este ponto aconteceu à passagem da meia hora de jogo com Boma a cortar para canto uma boa jogada de Miguel Lopes que centrou para zona perigosa, com o togolês a resolver.

Este foi o aviso que o Estoril Praia necessitava para voltar a comandar as operações e quase marcava por intermédio de Israel Salazar num cabeceamento à trave, após cruzamento de Gonçalo Costa que foi dinamizando a ala esquerda, tal como Fabricio tentava fazer na direita com arrancadas em direção à baliza de Valverde.

Já aos 42’, o guardião começou a colocar a sua candidatura a melhor em campo quando Pedro Carvalho, em contra-ataque, soltou para Marqués que rematou à entrada da área para uma defesa vistosa e dificílima.

Dois minutos depois, Jordan Holsgrove, o mais esclarecido do meio-campo visitante, quase surpreendeu num centro que virou remate, mas o esférico terminou na malha superior da baliza norte de um Campo Estrela que contou com cerca de 2000 espetadores e muitos adeptos canarinhos nas bancadas.

Momentos depois, Sérgio Guelho enviou todos os intervenientes para os balneários ao apitar para o intervalo.

Eficácia nula resulta em prolongamento perigoso

O Estoril Praia voltava para a segunda metade do encontro após ter desperdiçado várias oportunidades de impor a diferença de divisões no marcador e, assim sendo, alimentou a esperança dos lusitanistas de conseguirem alcançar um resultado histórico e a passagem à próxima eliminatória.

Miguel Lopes era o rosto dessa esperança alentejana e foi sempre um elemento que provocou problemas à defensiva estorilista com a dinâmica colocada na ala esquerda. Logo aos 48’, fletiu para o centro e rematou perigoso ao lado da baliza do estreante Chamorro.

O capitão estorilista, Pedro Álvaro, respondeu de cabeça num canto, mas a bola acabou por sair perto do poste, depois de ter desviado num defesa. No entanto, foi mesmo Johnson Juah quem voltou a incomodar o guarda-redes costa riquenho com remate à entrada da área para defesa segura.

A partir deste momento e apesar do equilíbrio, foi o Estoril a assumir as rédeas da partida. Aos 58’, Valverde foi protagonista de uma defesa fantástica a um cabeceamento já na pequena área de Marqués em resposta a um cruzamento de Pedro Amaral.

O guarda-redes da casa ia-se assumindo como homem do jogo e, aos 71’, num período em que as operações eram dominadas pelos forasteiros, fez uma defesa segura a remate em arco de Yanis. Dois minutos depois, Pina soltou-se na direita, centrou atrasado para Marqués que rematou colocado, mas a bola acabou por desviar num defesa e chegou sem perigo às mãos do brasileiro.

O melhor período dos homens da casa chegou aos 77’ quando Boma cortou em cima da linha uma bola que chegou de um canto batido por João Pinto. Empolgados pelo muito público presente nas bancadas, o Lusitano de Évora empurrou os comandados de Ian Cathro para o seu reduto e obrigou a defenderem-se de quatro cantos consecutivos.

Aos 86’, Fabricio soltou-se na esquerda e, numa das suas arrancadas características, centrou para Marqués que cabeceou por cima.

O tempo de descontos foi única e exclusivamente dos alentejanos que, por pouco, nem precisavam do prolongamento para avançar na prova. Primeiro foi Miguel Lopes, de livre, a obrigar Chamorro a defesa fotogénica para canto e, dois minutos depois, no último da compensação, o guardião costa-riquenho falhou o corte, a bola acertou em Tiago Palancha já perto da linha de golo e saiu a rasar o poste.

Derrota nas grandes penalidades

O cansaço já se notava em alguns jogadores quando Sérgio Guelho deu início ao prolongamento... Ainda assim, o inconformado Marqués continuava a tentar desfeitear um inspirado Valverde. Aos 95’, na marca de penalty, tentou um remate acrobático que acabou por sair por cima.

Não houve grandes oportunidades nos derradeiros 30 minutos de jogo com o equilíbrio a ser a nota dominante, mas, já aos 110’, Batista ameaçou com um remate de fora da área para fora.

No último lance de registo, o ponta de lança estorilista teve tudo para inaugurar o marcador depois de um canto e de um ressalto que fez com que o esférico chegasse em excelentes condições para Marqués alcançar a glória... Contudo, estava lá Valverde, mais uma vez, a fazer a defesa da tarde para canto, cuja sequência não deu em vantagem para os estorilistas, pois Zanocelo errou, por muito pouco, o alvo.

A partida acabaria por ser resolvida nas grandes penalidades, premiando a consistência defensiva de uma aguerrida e ambiciosa formação do Lusitano de Évora e castigando a falta de eficácia por parte dos primodivisionários.

No desempate da marca dos 11 metros, a formação caseira levou a melhor por 4-3. Miguel Lopes, João Pinto, André Santos e Alex Reis convertereram, mas Rodrigo Monteiro permitiu a defesa de Chamorro em uma das grandes penalidades decisivas. Contudo, as tentativas falhadas de João Carvalho e Michel, após conversões de Zanocelo, Marqués e Yanis, ditaram o adeus precoce à Taça de Portugal.

O próximo encontro do Estoril Praia é no próximo dia 26 de outubro, pelas 15:30 horas, no Estádio António Coimbra da Mota, frente ao Arouca para a Liga Betclic.


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