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Derrota pesada frente ao FC Porto

04.11.2024
Derrota pesada frente ao FC Porto

Foi perante 39 mil espetadores que o Estoril Praia se deslocou ao Estádio do Dragão para defrontar o FC Porto, do qual saiu derrotado por 4-0, em jogo a contar para a décima jornada da Liga Betclic.

A equipa da linha tinha assegurado uma importante vitória na semana passada no jogo com o Arouca e Ian Cathro, treinador estorilista, foi fiel ao ditado “equipa que ganha, não mexe” e não fez alterações no onze que se superiorizou aos arouquenses.

Contudo, o adversário desta noite tinha outras valências e a tarefa adivinhava-se árdua. Ainda assim, e perante um algum domínio territorial nos primeiros minutos, os visitantes foram conseguindo ter alguma posse de bola, mostrando personalidade e qualidade na troca de passes.

O primeiro lance de perigo surgiu apenas aos dez minutos, quando Martim Fernandes apareceu solto na direita, centrou para Namaso que só não inaugurou o marcador, porque encontrou Pedro Álvaro no caminho da bola.

O golo inaugural surgiu pouco depois quando Namaso fez uma diagonal na direita do ataque, sendo bem servido pelo lateral Martim Fernandes, tendo rematado com força e colocação. Joel Robles ainda tocou na bola, mas esta, teimosamente, dirigiu-se para o fundo das redes.

Não obstante, os canarinhos que hoje vestiram de rosa em alusão à parceria com o Manicómio com o intuito de alertar para a importância da saúde mental, responderam de imediato com um livre teleguiado de Holsgrove para a cabeça de Pedro Álvaro que só não resulta em golo devido a uma defesa muito atenta do guarda-redes da seleção nacional, Diogo Costa.

O lance do jogo surgiu logo a seguir, pelos melhores e piores motivos. É de realçar a atitude do avançado portista Pepê que seguia em alta velocidade em direção à baliza de Robles, quando o seu marcador direto, Pedro Amaral, sentiu uma dor na coxa esquerda, viu-se obrigado a retirar-se da jogada e o brasileiro, que naquele momento tinha ficado isolado e em boa posição para marcar golo, parou a jogada e colocou a bola fora. Excelente o fair-play demonstrado pelo jogador, prontamente aplaudido pelos adeptos e ambas as equipas técnicas, mas péssimas notícias para o Estoril Praia que via assim o lateral esquerdo sair lesionado.

Cinco minutos depois, o mesmo Pepê conseguiu, efetivamente, assinar o segundo tento, quando um atraso de Boma foi ter aos pés do internacional brasileiro que só teve de encostar para uma baliza deserta, pois Robles tinha saído dos postes para dar linha de passe ao central togolês que acabou por fazer uma exibição muito competente ao ganhar vários duelos frente aos possantes avançados portistas Namaso e Samu.

O resultado era algo pesado para a abordagem positiva que o Estoril Praia tentou incutir na partida e o lance seguinte foi prova disso com Fabricio, em posição privilegiada, a não conseguir acertar na baliza com um remate potente a passar rente ao poste esquerdo.

As arrancadas de Wagner Pina foram um constante alerta para a defensiva nortenha, mas, do lado oposto, estava um inglês endiabrado: Namaso. O britânico foi uma constante dor de cabeça e, no período de compensação, teve duas oportunidades claras, primeiro com assistência de Pepê para uma defesa enorme de Robles com os pés, depois num remate forte, fora da área, com defesa do espanhol para canto.

A vantagem caseira ajustava-se ao intervalo, apesar da boa postura da turma da linha comandada por Ian Cathro.

Galeno acabou com a esperança

No início da segunda metade, Alejandro Marqués, melhor marcador do Estoril Praia na temporada, tentou a sua sorte com um remate de fora da área, defendido, de forma segura, por Diogo Costa.

O Porto tomou, novamente, conta das operações e controlou o rumo da partida com muita posse de bola, apesar de não ter criado constantes ocasiões de golo, exceção feita ao passe magistral de Eustáquio para Namaso que não conseguiu desfeitear Robles aos 67’.

Na resposta, Pedro Carvalho, em iniciativa individual, entrou pela esquerda e assustou as hostes portistas com um remate forte a sair perto do poste direito.

Só após a entrada de Galeno é que o ataque do Porto se dinamizou. O impacto foi imediato com um passe a desmarcar Pepê que rematou cruzado para fora. Momentos depois, o extremo portista teve cabeça para aumentar a vantagem dos dragões em resposta a um cruzamento com conta, peso e medida de Martim Fernandes aos 77 minutos.

O recém-entrado Yanis Begraoui conseguiu mexer com o ataque estorilista e, aos 80’, respondeu afirmativamente ao cruzamento de Pedro Carvalho para defesa atenta de Diogo Costa, sendo que na jogada seguinte, apenas mudou o autor da assistência, sendo esta feita por Salazar, para um remate à meia-volta, negado pelo guardião dos dragões.

Do lado oposto do magnífico relvado da formação portista, Galeno não dava descanso. Assistiu João Mário para um perigoso remate cruzado ao lado e dois minutos depois, assinou o último golo do encontro ao encostar, com tranquilidade, para dentro da baliza um centro de João Mário.

Fica na retina a atitude estorilista que não se remeteu à defesa e tentou disputar o encontro, mas as entradas progressivas dos laterais portistas e a dinâmica ofensiva dos dragões fizeram a diferença no resultado.

O próximo jogo do Estoril Praia será no Estádio António Coimbra da Mota, com o AVS, sábado, pelas 15.30 horas.


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