Crónica: Gigante alma canarinha vale um ponto frente ao FC Felgueiras
A equipa de sub-23 lutou até ao fim, como já começa a ser apanágio, e alcançou um importante ponto na deslocação ao reduto do FC Felgueiras nos últimos minutos, com o marcador a fixar-se em 2-2.
A primeira parte foi praticamente de sentido único com os estreantes FC Felgueiras a impor uma intensidade altíssima para este período da temporada e a conseguir levar uma vantagem de duas bolas para o intervalo.
Já depois de terem rematado por duas vezes à baliza de Fletcher Lowe, à passagem do quarto de hora, o guardião sul-africano foi crucial ao defender com os pés um remate de Breno.
Quatro minutos volvidos, voltou a marcar presença com uma enorme estirada a um remate rasteiro de Tiago Machado. Porém, nada pôde fazer quando o mesmo Tiago Machado combinou com Samu que, à entrada da pequena área, atirou a contar para os jovens da casa.
A resposta surgiu à meia hora, de livre direto, com Martim Dias a acertar, com muito perigo, nas malhas laterais, mesmo após desvio da defensiva que resultou em canto.
Ainda assim, o Felgueiras não se atemorizou e continuou a pressionar bastante. Aos 34’, Fletcher voou para travar o remate de Martim Duarte e fez o mesmo com Breno. Contudo, a bola sobrou para Tiago Machado que, na recarga, cabeceou para duplicar a vantagem na saída para o intervalo.
O jogo só acaba quando o árbitro apita
Como se o resultado já estivesse definido no regresso dos balneários, o jogo recomeçou morno, sem grandes jogadas de registo.
Até que, de repente, ao minuto 57, alguém ligou a ficha, surgindo três grandes oportunidades de uma assentada, em ambas as balizas. Na primeira, Pedro Andrade sprintou pela direita, cruzou atrasado para o coração da área onde apareceu Tiago Camargo que não conseguiu desfeitear o guarda-redes Eduardo Esteves.
No seguimento, a bola voltou aos pés de Pedro Andrade que a colocou na pequena área. Aí, Gaby Tavares antecipou-se à marcação e atirou com estrondo à trave.
Às ocasiões estorilistas, o Felgueiras foi lesto e, na jogada seguinte, podia ter feito o 3-0. Samu encontrou Breno ao segundo poste, mas o cabeceamento saiu cruzado e para fora, perto do poste esquerdo.
Cheirava a golo e foi o que aconteceu em Oliveira de Azeméis. Numa grande jogada de entendimento, Jaime Costa atirou a contar. João Sousa iniciou a contenda e descobriu Dinis Lourenço que colocou em Baruti. O avançado francês isolou Jaime Costa que, com um simples toque subtil, desviou do guardião e reduziu a desvantagem.
Apesar da pressão intensa adversária na primeira parte, o Estoril Praia estava vivo e tentava agora aproveitar o cansaço dos oponentes.
Hugo Pinto e Bigo Duarte ainda ameaçaram de fora da área com remates sem acertar no alvo, mas, a fazer justiça ao muito volume ofensivo canarinho, o empate acabou mesmo por aparecer nos últimos segundos da partida, tal como havia previsto o mister Sérgio Raimundo na antevisão ao encontro.
Dinis Lourenço cobrou, com mestria, um livre lateral e Kélian Baruti, pleno de ocasião, sobrepôs-se a tudo e todos e colocou a bola no fundo das redes para um empate que sabe a vitória.
Mais um jogo resolvido no tempo de compensação, a fazer lembrar a máxima de que o jogo só acaba quando o árbitro apita para o final do mesmo.


