Crónica: Desfecho inglório resulta em derrota na visita ao Minho
A equipa de sub-23 deslocou-se ao reduto do FC Vizela, o Estádio Municipal de Vila Meã, tendo saído derrotada, por 2-0, num jogo em que lutou muito, mais com o coração do que com a cabeça.
À entrada assertiva do Estoril Praia, apareceu um Vizela cínico que precisou apenas de duas aproximações para se colocar em vantagem.
Já depois de Ivan Cvijanovic obrigar Fletcher Lowe a uma defesa atenta, na ressaca de um canto, aos 10’, Khairin Rahim colocou mesmo os jovens da casa na frente do marcador com um golo de belo efeito, em jeito, respondendo a um cruzamento atrasado que surgiu do lado direito do ataque vizelense.
Imediatamente após o tento, a equipa técnica estorilista reuniu as tropas e os canarinhos foram capazes de manter a toada agressiva e positiva no decorrer da primeira parte.
Aos 27’, Pedro Andrade, sempre muito ativo na ala direita, superiorizou-se a um adversário e criou muitos calafrios à defensiva minhota que, na recarga, conseguiu bloquear a tentativa de João Sousa.
Notava-se a energia estorilista na luta pela recuperação de bola e, à passagem da meia hora, Pedro Andrade encontrou Romo com um cruzamento rasteiro, mas o desvio do norte-americano saiu na direção do guarda-redes Pedro Dinis.
Dois minutos volvidos, foi Jaime Costa quem progrediu sem oposição até chegar à meia-lua e rematar forte com o esférico a passar perto do travessão.
A última tentativa do Estoril Praia surgiu da autoria de Sana Ufala com um tiro de meia distância, negado pela segurança de Pedro Dinis.
Antes de Rúben Cardoso apitar para o intervalo, nota para a tentativa de Moustapha Sanogo, de fora da área, que não passou assim tão longe da baliza de Fletcher Lowe.
Golo caído do céu dita derrota
O Estoril continuava aguerrido e dispôs da primeira, e dupla, ocasião da segunda metade. Aos 57’, João Sousa soltou-se da marcação, rematou forte para defesa como pôde de Pedro Dinis e, na recarga, Camargo obrigou a nova bela defesa para canto.
Contudo, o minuto 62 marcou fortemente a partida para o lado caseiro. Sanogo ganhou um ressalto, a bola sobrou para Martim Magalhães que rematou, de primeira, para um golo bem colocado, sem que nada fizesse prever este acontecimento.
Sana Ufala era o rosto da revolta e ia tentando. Aos 70’, Romo amorteceu de peito e o médio tentou de longe, com muita força, com Pedro Dinis a encaixar em segurança.
O relógio tornou-se inimigo e a clarividência canarinha foi-se perdendo à medida que os minutos passavam e a fadiga se ia acumulando num terreno complicado e só no tempo de compensação voltou a haver emoção.
Aos 90+1’, em conexão norte-americana, Aziz descortinou Romo na pequena área, mas o extremo californiano cabeceou a rasar o poste direito e o lance perdeu-se.
Antes de terminar, Fletcher Lowe teve ainda tempo para brilhar com uma grande defesa perante Gora Mbaye que se encontrava isolado, dentro da grande área.
Derrota dura de digerir devido à constante energia e vontade de vencer, mas quem ficou a sorrir foi o FC Vizela que fez da eficácia a sua maior valia.


