Crónica: Coligação Monteiro afunda caravela rioavista
O Estoril Praia deslocou-se, esta tarde, ao Centro de Estágios de Melgaço para defrontar o Rio Ave FC de onde saiu com uma vitória, por 0-2, em jogo a contar para o apuramento para a Taça Revelação.
Os vilacondenses começaram melhor a partida e dispuseram de várias oportunidades. Contudo, encontraram um Fletcher Lowe inspirado e ao seu melhor nível na primeira parte que foi negando todas as investidas caseiras.
Logo aos três minutos, Mamadou Sawané foi protagonista da maior perdida ao falhar o alvo escandalosamente já na pequena área, após Alexandre Sousa ter assistido na perfeição. O mesmo Alexandre Sousa tentou surpreender com um chapéu do meio-campo, mas Fletcher estava atento e desviou para canto.
Também de canto, este estudado, a bola chegou ao segundo poste e o guardião sul-africano voltou a resolver, depois de Dai Baldé ter assistido um colega de cabeça já na pequena área.
O destaque da primeira meia hora tem de ir obrigatoriamente para o guarda-redes estorilista, pois, aos 23’, agigantou-se na baliza e não permitiu que Sawané fizesse golo quando estava sozinho, em posição privilegiada.
Quatro minutos volvidos, a falta de eficácia de Antoine Wenck levou o esférico a rasar o poste esquerdo num remate de meia distância.
O Estoril Praia estava a batalhar para respirar e conseguiu-o através de um cabeceamento perigoso de João Sousa, aos 30’. Até que, numa das incursões da caravela rioavista, esta meteu água e Francisco Curvelo, depois de já ter visto um amarelo por agarrar Márcio Moreira, viu o segundo por simulação, deixando a sua formação a alinhar com menos um elemento.
A partir deste momento, o jogo mudou, os canarinhos viram-se livres para voar e os lances na baliza contrária começaram a suceder-se. Aos 37’, o médio ofensivo João Sousa quase inaugurou o marcador com um remate à meia volta que não passou nada longe. Logo a seguir, Gonçalo Monteiro afinou a pontaria com um tiro em arco que rasou o poste direito e, aos 44’, Márcio Monteiro, na insistência, obrigou Pedro Virgínia a uma mancha imprescindível.
O período de compensação da primeira metade trouxe sorrisos aos estorilistas através do golo de Gonçalo Monteiro que aproveitou uma defesa incompleta do guarda-redes a remate de Jaime Costa para colocar o seu nome na lista de marcadores.
Golo nos descontos fechou as contas
O Estoril Praia estava agora numa situação privilegiada com a vantagem do seu lado e com mais um jogador que o adversário. Porém, o Rio Ave não virou a cara à luta e tentou da maneira que pôde, ainda ameaçando por algumas ocasiões.
Aos 56’ e 59’, Fletcher Lowe voltou a brilhar com duas defesas, uma estirada pelo chão a desviar para canto o remate de Antoine Wenck e um instinto de ouro, a defender com os pés o que seria o golo de Alexandre Sousa.
O encontro entrou, depois, numa toada mais quezilenta, com várias paragens e substituições, o que quebrou o ritmo na totalidade, situação que beneficiou os visitantes.
Assim sendo, apenas aos 86’ é que o perigo voltou a sondar a baliza estorilista com um remate perigoso de Alexandre Sousa a sofrer um desvio da defensiva amarela e azul.
A terminar, o Estoril Praia fez do cinismo a sua maior arma e afundou a caravela rioavista com um último tiro de canhão, por intermédio de Jorge Monteiro, que, na zona de grande penalidade, respondeu afirmativamente ao cruzamento de Pedro Andrade, após combinação com Gabriel Tavares.
Três pontos importantíssimos para os sub-23 canarinhos que assim mantêm a esperança na luta pelo apuramento para a Taça Revelação.


