Crónica: Chuva abençoada
A formação de sub-23 do Estoril Praia ambicionava a primeira sequência de vitórias da temporada, após o triunfo, por 2-3, em Leiria, e foi isso mesmo que aconteceu com o 2-1 aplicado ao FC Vizela, esta tarde, no Estádio Nacional do Jamor, em jogo a contar para o apuramento para a Taça Revelação.
Os canarinhos entraram assertivos e Baruti, no primeiro minuto, dispôs de duas ocasiões para inaugurar o marcador, uma negada pelo guardião Luís Pires, a segunda saiu ligeiramente ao lado.
A chuva torrencial que se fazia sentir em Algés não ajudava a qualidade do espetáculo e à passagem do décimo minuto, os minhotos apareceram duas vezes com perigo. João Barros rematou em arco com a bola a sair perto do poste esquerdo de Fletcher Lowe e, logo a seguir, Renato Valente atirou por cima.
O mesmo Renato Valente, sempre muito ativo na frente de ataque visitante, voltou a desperdiçar uma ocasião quando se encontrava bem posicionado dentro da grande área, mas o guarda-redes estorilista disse presente e negou os intentos do avançado.
A partir dos 20 minutos e através do mote dado pelo remate, de fora da área, de Jaime Costa que saiu a rasar o poste direito, o Estoril Praia pegou na partida e seguiu em busca da vantagem.
Entre as incontáveis pingas grossas de chuva, Jaime, Gonçalo Monteiro e Kelian Baruti construíram uma belíssima jogada, aos 25’, mas o desvio final do francês saiu muito perto da baliza de Luís Pires.
Cheirava a golo e após Baruti ter voltado a não conseguir acertar no alvo depois de ter tirado vários adversários do caminho, foi o que veio a suceder. Bernardo Lourenço cobrou um canto do lado esquerdo do ataque e este tornou-se olímpico ao entrar sem tocar em ninguém e a fazer jus ao palco mítico do encontro em questão.
A resposta não se fez esperar e três minutos depois, entre vários ressaltos, Renato Valente desviou para o empate.
O jogo estava vivo e o Estoril Praia mostrava vontade de ir para o intervalo a vencer, até que uma boa jogada de Gonçalo Monteiro e Sana Ufala permitiu que Baruti encostasse para o segundo golo dos canarinhos.
Desperdício resulta em sofrimento
Kelian Baruti era sínonimo de perigo para a defesa vizelense e aos 49’, surgiu isolado, correu vários metros em progressão, tirou todos os adversários do caminho, incluindo o guarda-redes, só que o remate saiu com pouca força e a segunda vaga de ajuda cortou o lance in extremis.
Do outro lado era Renato Valente quem se mostrava abnegado e aos 54’, com um remate rasteiro que saiu perto e aos 60’, com um cabeceamento, voltou a ameaçar.
Era um jogo de muita luta dadas as condições climatéricas e do relvado que ia ficando, naturalmente, cada vez mais mal tratado, até que Frank Aziz incutiu um pouco de magia e quase aumentava com um remate que saiu desviado para canto.
Aos 71’, o central Jordan Arnolin encarnou no mago da equipa principal, Rafik Guitane, colocou o esférico por entre as pernas do oponente que seguiu a deslizar e tentou o remate ao ângulo, porém por cima do travessão.
Cinco minutos volvidos, Tomás Pereira, na desmarcação em diagonal, conseguiu desferir um tiro perigoso, parado pelas seguras luvas de Fletcher Lowe. Já no lance seguinte, Diogo Grima centrou atrasado para Luís Gomes que, já dentro da área, provocou sensação de golo nas bancadas. No entanto, o remate foi desviado e apenas resultou em canto.
A equipa da Linha mostrava-se muito perigosa no contra-ataque e, aos 80’, Jan Montes lançou Luís Gomes que tirou um adversário do caminho e atirou por cima. Três minutos depois, o Estoril Praia voltou a dispor de mais uma ocasião, desta feita por Jan Montes que conseguiu fintar um defesa e rematar, mas este saiu com pouca determinação e acabou por sair, caprichosamente, ao lado.
Até terminar, já em período de descontos, Fábio Freitas ainda cabeceou à malha superior, causando calafrios, mas os três pontos ficaram mesmo em casa e os jovens canarinhos dão assim sequência ao triunfo do passado sábado, em Leiria. Estoril Praia 2-1 FC Vizela.


