Crónica: Canário voraz voa pelo Atlântico
O Estoril Praia deslocou-se aos Açores para defrontar o Santa Clara e saiu da ilha de São Miguel com mais três pontos na bagagem ao vencer, por 2-4, em jogo a contar para a 20.ª jornada da Liga Portugal Betclic.
Esperavam-se muitas dificuldades na visita ao arquipélago perante uma organizada formação do Santa Clara, porém o canário entrou afirmativo e o capitão João Carvalho deu o mote com um primeiro remate (desviado) que saiu perto do travessão de Gabriel Batista, logo aos três minutos.
As condições não eram as ideiais para a prática do desporto rei. Ainda assim, os estorilistas colocaram a sua identidade em campo com várias combinações envolvendo defesa, meio-campo e ataque.
Deste modo, não foi de estranhar que o segundo lance de perigo tenha surgido pelos pés de Yanis Begraoui, aos 19’, com um remate em jeito, à entrada da área, resolvido pelo guarda-redes caseiro.
O Santa Clara percebeu o perigo e, com duas saídas de Brenner, aos 27’ e 28’, conseguiu criar alguns calafrios na muralha amarela. Na primeira ocasião, bem colocado, não direcionou o remate para o alvo. Já na segunda, assistiu Gabriel Silva, porém o guardião Joel Robles agigantou-se e foi fulcral com uma mancha enorme.
A bola rondou sempre ambas as áreas e, num desses lances, aos 32’, Alejandro Marqués sofreu uma falta que resultou numa grande penalidade superiormente convertida por Yanis Begraoui. Estava desatado o nó no marcador.
Melhor que um, só dois! Aos 40’, Pizzi colocou toda a sua reconhecida qualidade em campo com uma assistência de excelência para a cabeça de Alejandro Marqués que assinou, desta forma, mais um belo golo.
O açor tentou reagir ainda antes do intervalo, através das tentativas de Gabriel Silva e Lucas, mas estas saíram para fora e Hélder Malheiro mandou toda a gente para o balneário com o resultado fixado em 0-2.
Canário voraz no Atlântico
O Santa Clara via-se na obrigação de reagir a uma desvantagem de dois golos e entrou na segunda parte com vontade de dar a volta à situação em que se encontrava. Para isso contribuiu o tento de Diogo Calila, aos 50’, após centro de Serginho.
Galvanizados e empurrados pelo público açoriano, os visitados quase empataram com um cabeceamento de Lucas, aos 54’, e dez minutos volvidos festejaram mesmo com um remate de fora da área de Gabriel Silva.
Entre muita luta, chuva e lama, surgiu um mago. O mago de sempre. De seu nome Rafik Guitane. Aos 74’, na altura decisiva, num ataque criado pela direita, fez um chapéu tão bonito que deu ideia que a bola estava a ser encaminhada, com todo o cuidado, para o ângulo direito pelo tal canário voraz. Golo de levantar qualquer estádio. Mais um. Que privilégio.
O Estoril Praia voltou a explanar o seu futebol e até colocou novamente o esférico no fundo das redes, aos 87’, através de mais uma grande penalidade convertida por Yanis Begraoui que assim viu a sua contagem pessoal chegar aos 15.
Já Gonçalo Paciência, na estreia, quase fazia o gosto ao pé, aos 95’. No entanto, Joel Robles fechou a baliza a sete chaves e o canário saiu do Estádio de São Miguel com mais três pontos.
Podes ver o resumo do jogo aqui.


