Canarinhos voam entre turbulência madeirense e trazem um ponto na bagagem
O Estoril Praia deslocou-se, ontem, ao terreno do CD Nacional, no Estádio da Madeira, e empatou a duas bolas com os insulares.
Na antevisão da partida, o técnico estorilista, Ian Cathro, reforçou que se a equipa não entrasse bem no jogo, de nada valeriam as cinco vitórias consecutivas alcançadas desde o início de 2025, e a mensagem estava bem impregnada nos jogadores, dada a entrada fulminante após o apito inicial.
Foram duas as alterações no onze titular perpretadas pelo treinador escocês com Fabricio e André Laxcimicant a dinamizarem a frente de ataque e não demorou muito a surgir a primeira oportunidade. Xeka encontrou Yanis com um belo passe em desmarcação pela direita e o franco-marroquino quase desfeiteou Lucas França que resolveu com uma boa defesa aos pés do avançado.
O aviso estava dado e, aos 4’ minutos, João Carvalho apareceu solto já dentro da grande área, depois de Yanis ganhar a bola na saída de pressão do Nacional, soltou para André que só teve de encostar para assinar o primeiro golo nesta edição da Liga Betclic.
Obrigado a responder, o Nacional subiu no terreno e ameaçou logo aos sete minutos, através de Teodora, com uma jogada pela direita e um remate forte para defesa segura de Joel Robles.
À boa entrada do Estoril, o Nacional assumiu as despesas do jogo durante grande parte da primeira parte com os canarinhos a saírem em contra-ataque através das arrancadas dos caboverdianos, Wagner Pina e Fabricio.
Aos 22 minutos, Luís Esteves, o grande dínamo dos insulares, tentou um remate de ressaca, após livre direto, causando calafrios à defensiva visitante. Três minutos depois, Teodora ultrapassou tudo e todos, ficou cara a cara com Robles, mas não conseguiu derrubar a muralha espanhola.
O Estoril Praia ia tendo dificuldades na ligação com o ataque, o que fez com que os alvinegros se balanceassem na dinâmica ofensiva.
À passagem dos 40’, Isaac ameaçou por duas vezes com cabeceamentos perigosíssimos e o golo dos visitados acabou mesmo por surgir, por intermédio de Teodora, na cobrança de uma grande penalidade, já dentro do período de descontos.
Aguerridos e unidos perante as dificuldades
A toada da primeira parte manteve-se à entrada da segunda e já depois de Luís Esteves ter tentado a reviravolta na sequência de um remate de ressaca que saiu por cima do travessão, o criativo foi mesmo capaz de assistir Daniel Penha aos 53’ que atirou sem apelo, nem agrado para o fundo das redes. 2-1 para o Nacional.
Desconfortável talvez seja a melhor forma de descrever o início da segunda metade e, aos 55 minutos, Robles conseguiu opor-se com qualidade quando Isaac apareceu isolado.
A partir deste momento e aproveitando o facto de os alvinegros terem conseguido a vantagem e recuado linhas, o Estoril foi capaz de inverter a ordem dos acontecimentos e procurar a igualdade.
O primeiro lance de registo aconteceu por intermédio de Jordan Holsgrove que, com uma bela jogada individual, ultrapassou Ulisses e entregou para a zona da pequena área, mas a carta registada do britânico perdeu-se no Atlântico e a ocasião acabou por se perder.
Com muita vontade, os canarinhos foram forçando, mas só mesmo no período de descontos é que conseguiram criar perigo efetivo.
Vinicius Zanocelo ameaçou aos 92’, após uma belíssima jogada entre João Carvalho e Rafik Guitane. Lucas França defendeu para canto mas, na sequência, Pedro Amaral centrou para o primeiro poste onde surgiu Bacher nas alturas, qual montanha do Alto da Choupana, a desviar para o golo do empate que mantém assim a invencibilidade canarinha.
São sete os jogos sem perder do Estoril Praia, mantendo um registo incólume em 2025. O próximo encontro dos comandados de Ian Cathro está marcado para o dia 22 de fevereiro, pelas 20H30, perante o Rio Ave FC.
Vê o resumo do jogo aqui.


